vacina contra covid-19

Vacina contra COVID-19 financiada por Bill Gates começa a ser testada

Sem tratamento ou vacina contra Covid-19 ainda não conhecidos pela ciência, pesquisas têm avançado no entendimento da ação do vírus no organismo humano.

A empresa americana de biotecnologia Inovio Pharmaceuticals, financiada por organizações sem fins lucrativos, como a Fundação Bill & Melinda Gates, começa nesta semana a testar uma vacina experimental contra o novo coronavírus em pessoas saudáveis nas cidades de Kansas e Filadélfia, nos Estados Unidos.

A companhia estima a produção de 1 milhão de doses até o fim do ano, caso tudo corra como esperado.

Chamada INO-4800, a vacina é a segunda a ser testada em humanos nos Estados Unidos. Em meados de março deste ano, a empresa de biotecnologia Moderna foi a primeira a iniciar testes com pessoas de uma vacina experimental.

A Organização Mundial da Saúde estima que a criação de uma vacina eficaz para imunizar a população contra o novo coronavírus, causador da doença covid-19, pode levar 18 meses.

Já Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Saúde da Divisão de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos desde os anos 1980, afirma que uma vacina segura e eficaz contra o vírus levará, ao menos, um ano para ser criada.

Os testes serão feitos com 40 pessoas, que receberão duas doses da vacina a cada quatro semanas. Os resultados devem ser compartilhados pela empresa até o mês de setembro deste ano.

Considerando que a vacina seja bem-sucedida, o que ainda teremos que esperar para saber, a Inovio, assim como qualquer empresa que conseguir criar uma vacina contra o novo coronavírus, terá que enfrentar uma segunda etapa do desafio: produzir o produto de forma massiva para abastecer o mercado global.

Para isso, Bill Gates anunciou que ele e sua fundação estão acelerando o esforço de resposta ao COVID-19 construindo fábricas para todas as 7 vacinas mais promissoras atualmente em desenvolvimento – mesmo que apenas uma ou duas delas provavelmente sejam produzidas.

O anúncio foi feito durante uma entrevista com Trevor Noah, do Daily Show, nesta semana.

“Como nossa fundação tem uma experiência tão profunda em doenças infecciosas, pensamos na epidemia, financiamos algumas coisas a serem mais preparadas, como um esforço de vacina”, disse Gates.

“Nosso dinheiro inicial pode acelerar as coisas.” Gates diz que ter instalações prontas para qualquer um dos tratamentos provavelmente acabará salvando milhares de vidas a longo prazo.

“Mesmo tendo que escolher apenas duas delas, vamos financiar fábricas para todas as sete”, disse ele.

Em um artigo publicado no The Washington Post na semana passada, Gates acrescentou: “Para acabar com a doença, precisaremos de uma vacina segura e eficaz. Se fizermos tudo certo, poderíamos ter uma em menos de 18 meses – o mais rápido que uma vacina já foi desenvolvida”.

“Podemos começar agora construindo as instalações onde essas vacinas serão feitas. Teremos que construir instalações para cada um deles, mesmo sabendo que algumas não serão usadas.

“Em 2015, pedi aos líderes mundiais em uma conversa do TED que se preparassem para uma pandemia da mesma maneira que se preparam para a guerra – executando simulações para encontrar as falhas no sistema. Como vimos este ano, ainda temos um longo caminho a percorrer ”, escreveu Gates.

“Mas ainda acredito que se tomarmos as decisões corretas agora, informadas pela ciência, dados e pela experiência de profissionais médicos, poderemos salvar vidas e fazer com que as pessoas voltem ao trabalho”.

Esta não é a primeira iniciativa que a Fundação Gates tomou para combater o novo coronavírus.

No início de março, a fundação doou US $ 100 milhões para identificar, avaliar, desenvolver e ampliar os tratamentos para o vírus.

No Brasil, mais de 10 mil pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus. O estado de São Paulo, o mais afetado pelo vírus, prorrogou o prazo da quarentena, que terminaria hoje, até o dia 22 de abril. Em um relatório assinado por cientistas brasileiros e até mesmo pelo ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, a estimativa é de que o pico do contágio no Brasil ocorra entre os meses de abril e maio, mas o vírus continuará a circular, ao menos, até o mês de setembro deste ano.

Fonte: Exame e SNB

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