tratamento da covid-19

BH reserva quase 600 leitos para tratamento da Covid-19

O número, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, pode ser aumentado caso a taxa de ocupação suba

Dos 6.500 leitos disponíveis na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte, cerca de 575 foram reservados para tratamento da Covid-19 ou com outras doenças respiratórias.

A separação ocorreu logo no início da pandemia do novo coronavírus e, segundo o gerente da rede complementar da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), André Menezes, haverá ampliação dos leitos apenas na segunda fase de ações contra a pandemia.

Dos 575, 400 são de enfermaria e cerca de 175 são para terapia intensiva. “Esse número varia às vezes entre 170, 175 e 176 por motivos de gestão nos hospitais”, explica Menezes. A taxa de ocupação desses leitos na última terça-feira (21), dado mais atualizado da SMSA, é de 37% para UTIs e 36% para leitos clínicos. Em números absolutos, 65 pessoas estão internadas em terapia intensiva, e 144, em leitos de enfermaria com Covid-19 e sintomas respiratórios.

O objetivo das autoridades ao separar os leitos, conforme explica Menezes, é ter um acompanhamento mais próximo e tomar atitudes mais acertadas sobre as fases de enfrentamento da pandemia. Os leitos, em sua maioria, vieram do adiamento de cirurgias eletivas, que demandavam reserva desses espaços para os pacientes caso precisassem.

“Estamos na primeira fase de ações contra a pandemia. Quando a taxa de ocupação de leitos de UTI por Covid-19 e síndromes respiratórias atingir 70%, 80%, vamos seguir para a segunda fase, quando mais leitos serão ativados e haverá mais investimento em recursos humanos. Em seguida, na terceira fase, o investimento será maior em equipamentos e tecnologia”, detalhou o gerente.

Demais leitos

A taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva destinados a outras patologias está em 87%, também segundo os dados de terça-feira. O número, segundo Menezes, é considerado dentro do esperado. A média normal de ocupação de leitos é de 85%.

Essa média, conforme o médico Hugo Urbano, diretor da Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (Somiti), é considerada a máxima ideal em países desenvolvidos. “Quando se tem 15% ainda disponíveis, temos a certeza de que quem chegar vai ser atendido”, explica.

A ocupação, no entanto, não é a mesma que a Somiti tem anotado durante o período. Segundo Urbano, os leitos estão mais vazios do que o normal, visto que o isolamento contribuiu para, além de reduzir os casos de Covid-19, diminuir as ocorrências de violência – no trânsito, por exemplo –, que são o que mais leva pacientes à terapia intensiva. “Temos um número proporcional de leitos de UTI comparável ao da Alemanha; lá porque há muitos idosos, aqui porque há um grande número de ocorrências com violência”, detalha o médico.

Minas

Em todo o Estado, a taxa de ocupação dos 2.063 leitos de UTI da rede estava em 53% para todas as enfermidades. Os pacientes da Covid-19 representam 4% desse dado, com 85 internações por confirmação ou suspeita da doença.

Os leitos clínicos são 11.622, nos quais estão internadas 371 pessoas em decorrência da Covid-19, ou por suspeita da doença.

Fonte: O Tempo

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