Investir na casa própria

Investir na casa própria: passo a passo completo para sair do aluguel

Quando o assunto é moradia, a definição de realização do sonho envolve várias questões, você concorda? Casa ou apartamento? Estão nos seus planos e necessidades uma vaga de garagem, área privativa e espaço social? Todos esses detalhes e muitos outros são fundamentais para que as surpresas ao investir na casa própria sejam positivas.

Sabemos que esse é um processo burocrático — entendemos e até mesmo concordamos com alguns aspectos dessa burocracia.

Afinal, você pode garantir diversas vantagens, como a entrega do que foi prometido, na data prevista e outros benefícios como o financiamento da compra. Mas isso significa que você também tem alguns deveres a cumprir.

Neste artigo mostraremos como isso pode ser fácil. Se você tem o sonho de investir na casa própria confira nossas dicas. Ficaremos felizes em dar as boas vindas ao seu novo lar.

Boa leitura!

O que é preciso para investir na casa própria?

A primeira qualidade que você precisa ter é vontade. Quando a gente define um propósito de vida, tudo fica mais fácil.

A palavra que descreve isso é foco! Se você sabe o que quer, conseguirá se organizar e realizar as ações certas no momento mais oportuno.

A compra de um imóvel não é algo simples, que você consegue realizar do dia para a noite. Onde as pessoas saem por aí comprando duas ou três casas. Também, é uma decisão muito difícil de ser desfeita. Por isso é importante ficar de olho nos pontos abaixo:

Faça seu planejamento financeiro

Pensando frase acima, talvez até seja possível que alguém possa comprar duas ou mais casas ao mesmo tempo. Isso dependerá do orçamento disponível. Por isso, é essencial ter organização financeira.

Mas é certo que não é a realidade da maioria das pessoas, não é mesmo? Então, é importante entender como funcionam as suas despesas. Para isso você pode:

  • Anotar todas as suas receitas e despesas;

  • Criar uma poupança e, caso não seja possível, prever uma meta para quando e quanto você começará a poupar;

  • Definir como você vai investir o valor que for guardado. Afinal, a poupança é um dos investimentos que tem o menor retorno financeiro e o que a gente quer nessa hora é fazer o dinheiro trabalhar para você;

  • Evitar gastos desnecessários e procure pagar tudo à vista, outras parcelas podem comprometer o orçamento na hora de financiar sua casa própria.

Escolha onde irá morar

Outro ponto importante é descobrir a região que você quer viver. Pessoas que trabalham por conta própria ou em casa, talvez pensem que qualquer lugar serve, mas não é exatamente assim.

Em primeiro lugar, deve ser uma localização estratégica. Algumas perguntas que podem ajudar:

  • Está perto do trabalho, escola dos filhos e outros compromissos?

  • Quais são os meios de transporte disponíveis (como ônibus na porta ou próximo ao metrô)?

  • O comércio local atende às suas necessidades no caso de uma emergência?

  • A vizinhança agrada você e o custo de vida está dentro do seu orçamento cotidiano?

Veja quais são as necessidades e confira qual região atende você.

Leve em consideração a renda familiar

Comprar um imóvel é um gasto alto e que pode contar (ou não) com o apoio de outras pessoas. Portanto, além do seu planejamento financeiro, é importante pensar se tem alguém que está com você nessa e quem pode ajudar no caso de um contratempo.

A renda da esposa ou marido, por exemplo, certamente somará com a sua receita para essa compra. Já os pais, um irmão ou amiga que acredita no seu sonho, podem dar um apoio se acontecer algo fora do previsto.

De qualquer forma, é importante levar em conta o valor médio para investir na casa própria de acordo com as suas fontes de renda.

Pesquise com calma suas opções

Às vezes, uma casa pode parecer mais confortável e independente, mas um apartamento pode ter um melhor custo-benefício. Como ser mais seguro, melhor planejado e com um acabamento de qualidade.

Antes de fechar negócio, pense em quais as vantagens e desvantagens de cada possibilidade que você tem à disposição.

Calcule também os custos extras

Sair do aluguel ou conquistar a independência de espaço que você sempre sonhou! A ideia de comprar o primeiro imóvel é realmente incrível, não é mesmo? Para que você não se enrole e essa realização se transforme em dívidas ativas e muita dor de cabeça, fique de olho em outros gastos.

Às vezes, você leva em conta a taxa de condomínio, mas não pensa nos benefícios (como gás, água e luz) que podem estar inclusos neste valor. Neste caso, é válido o custo-benefício.

Pense se seus gastos com combustível ou outras formas de transporte vão aumentar. É legal prever seu novo custo de vida e ver se será compatível, afinal, é bem possível que você estará pagando o financiamento da casa própria também.

Poupe dinheiro caso queira fazer uma reforma

Nem sempre o primeiro imóvel é novo e isso às vezes significa uma reforma antes de entrar para o lar, doce lar. Por isso, é bom fazer uma caixinha para esse tipo de situação. Paredes novinhas e da cor desejada, portas novas, armários embutidos ou mesmo o banheiro e a cozinha com um acabamento melhor.

Já existem alguns gastos necessários antes de se mudar, ter uma reserva para uma reforma significa personalizar seu imóvel novo com a sua cara.

Fazendo o planejamento financeiro para comprar o primeiro AP

Depois de fazer seus planos, é hora de ir à ação. Veja algumas dicas que nós temos e serão fundamentais para que você consiga fazer a melhor negociação.

Controle seus gastos

Almoçar fora nos finais de semana ou sair com os amigos para um passeio é muito bom. São atividades que ajudam a diminuir o estresse do dia a dia e, ainda por cima, fortalecem os laços familiares e sociais. Entretanto, você não precisa gastar tudo o que ganha.

Por isso, destine uma parte do seu salário para compras de vestuário, outras para lazer. Mas não entre em novas dívidas e procure pagar tudo à vista.

Quando for parcelar, fique de olho nos juros. Essas práticas ajudarão você a ficar no azul e ter fôlego para investir na casa própria.

Poupe todo mês

É bem possível que a sua avó falava que ”quem poupa sempre tem”. A sabedoria dela vale quando o assunto é uma compra tão importante.

Além de poder investir o valor em alguma aplicação que rende mais que a poupança, você desenvolve uma mentalidade de ganhar mais do que gasta. O contrário pode ser muito perigoso e, como explicaremos a seguir, afetar o seu financiamento.

Tem dívidas? É hora de renegociá-las

Quando você parcela alguma compra e não consegue quitar o valor, este débito em aberto traz mais dores de cabeça do que as ligações e correspondências que você recebe, pedindo para saldar a dívida. Existe uma pontuação que é muito usada pelas instituições que financiam a compra de um imóvel: é o Score do CPF.

Quanto melhor for a sua pontuação, significa que mais chances você tem de pagar as suas contas em dia. Assim, fica mais fácil será ter o financiamento aprovado e melhores serão as taxas de juros.

Trace metas com mais alguém

Você pretende morar sozinho? Talvez seja um sonho realizado com a família ou mesmo com amigos.

Nesse caso, é muito legal sonhar junto. Quanto mais real for essa visualização, mais fácil será atingir seu sonho. Afinal, é bem possível que todos olhem para o mesmo caminho e queiram contribuir.

Invista e aumente seu dinheiro

Neste texto já falamos algumas vezes sobre investimento e como o objetivo aqui é um resgate em curto prazo, para usar como um sinal, entrada ou mesmo ajudar no pagamento das parcelas, o ideal também é apostar em um investimento de curto prazo.

Por isso, além da poupança, você pode considerar:

  1. CDB (Certificado de Depósito Bancário) de liquidez diária. O rendimento pode ser pré-fixado ou pós-fixado;

  2. LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), assim como a poupança, ela também é isenta de imposto de renda;

  3. Tesouro Direto Selic;

  4. Tesouro IPCA que é um Tesouro Direto vinculado à inflação.

Quais são as opções de financiamento para casa própria

Depois de se planejar e escolher seu imóvel é a hora de fechar negócio. A maioria dos imóveis hoje são financiados e existem diversos tipos para você fazer isso. Confira os principais a seguir:

Minha Casa Minha Vida

Muito popular por oferecer descontos, o programa Minha Casa Minha Vida oferece o sistema de financiamento para famílias com renda mensal de até R$7.000,00. As maiores vantagens são a taxa de juros muito baixa e facilitação na entrada.

SFI

A sigla do Sistema de Financiamento Imobiliário tem taxa de juros maiores e está voltado para o financiamento de imóveis de luxo, com a finalidade de investimento (a pessoa já tem a sua casa própria) ou mesmo comercial.

SAC

O SAC — Sistema de Amortização Constante — tem uma grande vantagem que é a amortização. Isso significa que o valor das parcelas sempre vão decrescer. Então, ao longo do tempo o valor das prestações vão reduzindo e o orçamento vai ficando mais folgado.

Price

O Price é um financiamento imobiliário semelhante ao SAC, porém, em vez das parcelas decrescerem, o ponto é a constante no valor da parcela. Por isso, as parcelas iniciais do Price serão mais baixas que o mesmo valor financiado pelo SAC. Em contrapartida, o valor total pago será maior no Price do que no SAC.

SFH

Criado antes do Minha Casa Minha Vida, o SFH (Sistema Financeiro Habitacional) tem por objetivo financiar uma reforma ou a compra de um imóvel. A ideia é ajudar famílias com baixa renda a realizar o sonho de investir na casa própria, por isso, as taxas de juros são mais baixas.

Quanto é preciso para dar entrada no AP?

A quantia necessária para usar na entrada do seu apartamento varia de acordo com o sistema de financiamento. Com o Minha Casa Minha Vida, esse valor ficou ainda mais fácil de quitar. Mesmo assim, é comum que antes do imóvel ficar pronto, a própria construtora ofereça possibilidades de parcelar esse valor.

Em geral, o investimento necessário na entrada varia de 10% a 30% do valor total do imóvel comprado.

Possíveis gastos extras

Além de carreto para a mudança, compra de móveis e a decoração do seu novo lar, existem gastos ligados à burocracia do seu imóvel que precisam ser levados em consideração como o registro e escritura do imóvel.

Conclusão

Viu como investir na casa própria pode ser um sonho para você realizar em curto prazo? Com o planejamento financeiro adequado e o estabelecimento de metas para alcançar esta compra, tudo ficará mais fácil.

Lembre-se de planejar com detalhes quais serão as suas necessidades no novo lar para não ter contratempos depois. Por exemplo, mudar a quantidade de quartos e o tamanho da cozinha será mais difícil e pode custar um valor que você não terá inicialmente.

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