respiradores inteligentes

Empresa mineira produz respiradores inteligentes

Iniciativa pretende construir cerca de 5.000 respiradores em um prazo de 70 dias para distribuição em unidades de saúde

Diante da pandemia do novo coronavírus e do colapso previsto do sistema de saúde pela falta de respiradores, a empresa mineira Tacom, especializada em soluções de mobilidade, criou o projeto social inspirAR. A iniciativa pretende desenvolver respiradores inteligentes, de fácil manuseio, para unidades de saúde que necessitem.

Com base em outros países que enfrentam há mais tempo a pandemia da COVID-19, a empresa prevê um alto déficit de respiradores no Brasil entre abril e junho deste ano. Por isso, o projeto pretende produzir, inicialmente, 500 equipamentos até o final de abril.

Um dos sócios da empresa, Marco Antônio Tonussi, explicou em entrevista que ainda não foi definido se a produção será distribuída em todo o Brasil ou restrita a Minas Gerais. “Depende de como será a produção e se conseguiremos cumprir a meta de  5.000 aparelhos em um prazo de 70 dias”, completou.

Os equipamentos inteligentes estão ligados a uma central que é capaz de monitorar diversos leitos ao mesmo tempo  e, por isso, os respiradores dispensam a necessidade de pessoas operando-os presencialmente a todo momento,  o que libera os profissionais da saúde para atuarem no procedimento de ventilação mecânica e atenderem pacientes em estado grave.

De acordo com a empresa, os aparelhos também reduzem o risco de contaminação dos médicos e enfermeiros, pois são capazes de isolar o ar contaminado, expirado pelo paciente, por meio de um sistema de exaustão a vácuo.

O equipamento ficará conectado a um display de 10 polegadas para visualização e programação do médico. O aparelho também será interligado, por wifi, a um centro de controle e monitoramento de cada leito por um médico supervisor.

respirador inteligente   protótipo respirador inteligente 

Marco Antônio Tonussi conta que o protótipo do respirador já foi desenvolvido, mas que a empresa busca reduzir os custos para iniciar a produção em massa. Marco também explica que a Tacom aguarda a homologação da Anvisa para que a fabricação em escala industrial comece.

Entre os apoiadores do projeto estão o Hospital Mater Dei, a Fhemig e a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena.

Fonte: Estado de Minas

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